Qua
10
Fev
2010
As Salinas de Rio Maior, as chamadas Marinhas de Sal, encontram-se em pleno sopé da Serra dos Candeeiros, a trinta quilómetros do mar.
Rodeadas de arvoredo e terras de cultivo, as Marinhas de Sal apresentam-se como uma minúscula aldeia de ruas de pedra e casas de madeira, onde se destacam uns peculiares tanques de formas e
dimensões irregulares, que a partir da Primavera se enchem de água salgada e dão origem a verdadeiras pirâmides de sal.
No passeio do GAPE à ExpoMoto Batalha, foi aqui que fizemos a primeira paragem a caminho da Pia do Urso onde íamos almoçar.
Confesso que, depois de ver algumas fotos das salinas na internet, não estava muito curioso sobre a visita a este local. Para mim, seriam mais uma salinas banais, ainda por cima numa época em que o branco do sal não faz parte da paisagem. Mas estava enganado!...
O interesse deste local é o seu ambiente, que rodeia toda esta actividade saleira. Esta pacata cidade esconde um verdadeiro tesouro natural. No Verão, do alto da Serra dos Candeeiros descem agricultores que se dedicam a este tipo de actividade. Algumas dezenas de famílias encontram nos meses de Junho a Setembro um complemento aos rendimentos escassos da agricultura.
Rodeado por cabanas de madeira castiças, podemos encontrar algum comércio tradicional, um restaurante e um café tipo tasca. É de facto diferente, e convida a ali ficarmos para apreciar toda a sua envolvência.
Mas melhor que palavras, aqui ficam as fotos:
As Marinhas de Sal de Rio Maior são únicas no país e estão consideradas como imóvel de interesse público, no contexto do património cultural português.
Podem ser visitadas na companhia de um guia, que explica todo o processo da labuta do sal sem mar. Basta para isso contactar a Cooperativa dos Produtores de Sal de Rio Maior.
Boas curvas!