Ter
25
Mai
2010
Damos início ao passeio do 3º dia. Desta vez vamos para o lado este do parque natural, passando por vilas como Ponte del Pontón, Oseja de Sajambre, Soto de Sajambre, Cavadonga e Cangas de Onis.
A meteorologia volta-nos a brindar com um bonito dia, a temperatura subiu alguns graus, portanto tudo a postos para um passeio agradável. Seguimos em direção a Cavadonga, mas fazemos a primeira paragem numa pequena albergaria, onde alguns de nós aproveitam para tomar ou reforçar o pequeno almoço.
Este pequeno Hotel está encrustado no desfiladero de Los Beyos, na estrada que segue para Cangas de Onís. Bonito local onde ouvimos a água correr e sentimos o cheiro matinal do verde da montanha. Tempo para tirar fotos e acenar aos mototuristas que por ali passavam.
Aqui está a malta a matar o bicho, é o que faz o ar da serra!
Novamente a caminho, seguimos para norte por aquela estrada espetacular, com um excelente piso e curvinhas maravilhosas. A certa altura deparamo-nos com uma manada de vacas no meio da estrada, o que nos obrigou a ter paciência para as conseguir passar, uma a uma, ao mesmo tempo que elas se sentiam curiosas com a nossa presença...
Esta é uma das partes que eu mais gostei nos Picos da Europa. Esta estrada que liga Riaño a Cangas de Ónis é fora do normal. Serpenteando no meio de montanhas escarpadas, de um lado rochas altas a perder de vista manchadas de verde, do outro uma falésia até ao riacho que corre lá em baixo calmamente e interrompida de vez enquando por pequenos pastos verde-vivo. O cheiro e os sons levam-nos por ali quase em transe...
Cangas de Onís é uma localidade asturiana com uma história muito rica. Foi aqui que teve lugar a famosa Batalha de Covadonga, na qual os Muçulmanos foram explusos da Cordilheira Cantábrica e onde se iniciou a Reconquista da Penísnsula. Nesta bonita localidade do interior respira-se história, a história da Reconquista, a história das Grutas de Covadonga onde se encontra o Conjunto Monumental de Covadonga.
Infelizmente não deu para ali estarmos muito tempo. Após uma breve paragem de cerca de uma hora, seguimos viagem para Covadonga, local onde pretendíamos "perder" mais tempo! Com mais umas lembranças nas malas das motas, lá fomos...
Chegamos a Covadonga e ficamos logo espantados bela beleza do local assim com o imenso tráfego de pessoas de máquina fotográfica a tiracolo. Autocarros de excursionistas eram mais que muitos, e a polícia estava em grande força a controlar todos os aspectos das visitas àquele local de culto e turismo...
Covadonga é um marco que simboliza a batalha de Cavadonga, a primeira grande vitória das forças militares Cristãs na Hispânia a seguir à invasão árabe em 711.
Bem, havia filas para tudo, portanto por ali ficamos sempre de um lado para outro, a tirar fotos e a descobrir todos os recantos à volta da igreja. Mas faltava visitar a Suenta Cova, a pequena capela encrustrada na rocha.
Já seguir, no 3º dia, parte 2!