Seg
24
Jan
2011
Nada me dá mais prazer que acordar num domingo, bem cedo, e ir passear de mota. E se a isto juntarmos um bonito dia de Sol e um pequeno grupo de amigos com andamentos idênticos, então está tudo perfeito. Foi no dia 28 de Outubro de 2010, num domingo de inverno, que combinamos este "pequeno" passeio com o pretexto de ir visitar o Castelo de Marvão, a cerca de 250 km de Lisboa.
Combinamos por volta das 9 horas num posto de abastecimento da 2ª Circular, e estando o grupo de 4 motas reunido, lá partimos em direção a Reguengos. A primeira paragem do dia, para olharmos para o mapa e ver o que se seguia, foi na "Aldeia da Palhota", local muito rústico à beira Tejo, onde já tinha estado anteriormente (podem ler a crónica aqui).
Feito a paragem e o percurso no mapa, lá arrancámos em direção a Portalegre, passando por terras como a Barragem de Motargil, Mora, Avis, Alter do Chão, Ponte de Sôr, Crato ou Monforte. Toda esta zona alentejana é verdejante, e ao contrário da paisagem de planicíes que estamos habituados a ver no nosso Alentejo, à medida que nos dirigimos para a fronteira Espanhola o horizonte vai-se tornando mais montanhoso, com a estrada serpenteando entre as colinas.
Finalmente lá chegamos ao Marvão, e antes mesmo de subir à vila, ali parámos para almoçar num agradável restaurante à beira do Rio.
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Situado bem próximo da fronteira de Espanha, entre Castelo de Vide e Portalegre, no ponto mais alto da bonita Serra de São Mamede, região Alentejana, encontra-se a encantadora Vila de Marvão com o seu magestoso Castelo a dominar o cimo da serra. Mesmo num domingo de inverno o Castelo está aberto ao publico, que é de louvar (nem sempre isto acontece em portugal).
Chegados ao cima da Vila, num ambiente de paz de espírito e tranquilidade, ali parámos as nossas montadas em frente da entrada principal do Castelo, e a partir daqui a descoberta é feita a pé.
Rodeada por muralhas do século XIII e do século XVII, esta histórica vila ergue-se bem alta na serra, com ruas sinuosas e casas de cal branco, mostrando que o tempo não é tão veloz como às vezes parece. Os vestígios históricos da região remontam aos períodos Paleolítico e Neolítico, tendo sido encontrados inúmeros menires e antas, bem como uma importante estação romana, que atestam a longevidade destas paragens.
Por se encontrar no ponto mais alto da Serra de São Mamede e com difíceis acessos, a sua localização estratégica serviu como protecção natural, e como está próxima da fronteira com Espanha, fez com que fosse um bastião defensivo Português durante séculos, travando-se aqui diversas batalhas e lutas políticas.
O Castelo e as suas imponentes muralhas do século XIII são monumentos inesquecíveis da Vila, a Igreja Matriz do século XV é hoje um interessante Museu Municipal, albergando colecções arqueológicas da região.
Localizada às portas do Parque Natural da Serra de São Mamede, do alto de Marvão temos vistas surpreendentes sobre toda a paisagem envolvente, destacando-se pontos como a Torre de Menagem ou a Pousada de Santa Maria, de onde se conseguem panoramas fenomenais. Fora das muralhas, existe a Capela do Espírito Santo e o Convento de Nossa Senhora da Estrela, cuja santa padroeira protege o reino e referencia de festas anuais ela dedicadas.
Após a vista ao castelo, hora de voltar a casa sem muitas paragens. De lá até Lisboa passamos por terras como Avô e Arez ou Mora, e eram já perto das 19h quando finalmente paramos as motas para a despedida.
Foi um passeio domingueiro daqueles que tanto prazer me dá fazer, e serve de terapia mental para mais uma semana de trabalho.
Boas curvas!