De Almada a Flor da Rosa

Um fim de semana de contrastes!

Na sexta-feira dia 8 de Janeiro deu-nos para planear um passeio de fim-de-semana para ... algum lado!

Aptecia-nos ir conhecer novos lugares, passear e dormir num local especial. Assim, a primeira coisa que fizemos foi procurar um hotel, estalagem ou casa de turismo rural para dormir de sábado para domingo. Onde não interessava, queriamos apenas encontrar um local especial.

 

Após uma busca pela net, encontrámos no booking um pequeno solar de turismo Rural, na zona do Crato, mais propriamente na pequena aldeia da Flor da Rosa.

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Depois de escolhido o local, lá fizemos o plano de viagem para visitar toda esta zona perto de Portalegre e quase junto à fronteira com Espanha. Só depois de hotel marcado e plano de viagem feito é que olhamos para a meteorologia. Sábado prometia sol e frio, mas domingo o caso mudava de figura. Previa-se neve para Portalegre e temperaturas a rondar os 2 graus.

 

Isto não nos demoveu do plano de fim-de-semana, e assim foi. Sábado 9, descontraídos, saímos por volta das 11h45 em direção a Alcochete. Íamos fazer a viagem sempre pelas nacionais, seguindo depois por Coruche, Mora, Avis e finalmente Crato. Dependendo da hora de chegada, ainda dávamos um salto a Portalegre.

 

Sem pressas, lá seguimos caminho. A primeira paragem foi Coruche, onde decidimos almoçar.

 

 

Coruche

 

Esta pequena vila do distrito de Santarém tem uma praia fluvial engraçada, e para chegarmos à vila passamos por 5 pontes de ferro, vermelhas, que dão um ar moderno à vila. Depois de uma volta a pé, almoçamos num pequeno café onde estava a decorrer uma festa de aniversário infantil, por isso não demorámos muito! Mais fotos da vila:

Lá seguimos viagem em direção a Mora, sempre por estrada nacional. Muitas rectas e poucas curvas fazem parte do trajecto, mas a paisagem é bonita e passamos por quintas enormes bem arranjadas.

 

 

 

Fomos ver a barragem do Maranhão, e embora a paisagem seja magnífica a barragem está desactividada à alguns anos e não existe ali nada para ver, a não ser o miradouro onde vemos Avis ao longe.

A seguir a Mora temos Avis, uma bela aldeia num monte cheia de charme.

 

Mas embora a beleza dos locais sejam inesquestionáveis, o facto é que esta zona não tem qualquer vida turística. Nada a oferecer aos turistas que visitam as suas ruas. O comércio é inexistente, e sábado está tudo fechado, cafés incluídos. Não existe nenhuma loja de artesanato ou mesmo de recordações. As ruas em si estão quase desertas, e os únicos locais a visitar são, por exemplo, a igreja. De resto, não se vêem turistas naquela zona. Por isso nada nos retinha por ali, nem sequer uma esplanada para nos sentarmos a beber um café.

 

 

 

 

Eram já quase 17 horas e estávamos perto do Crato onde íamos dormir. Mas só de pensarmos em chegar ao hotel cedo e depois não ter nada para fazer, estava a fazer-nos confusão. Foi quando decidimos passar a fronteira e ir até Badajoz. E assim foi. Ligamos para o hotel a avisar que íamos chegar mais tarde, e arrancámos para Espanha com a temperatura a descer.

 

 

Quando passámos em Elvas estavam já 6 graus, mas não estavamos preocupados. Queriamos ver gente! Chegámos a Badajoz eram 18h30, e havia imensa gente nas ruas. Todo o comércio estava aberto, as ruas pareciam hora de ponta! Depois de Aviz e Elvas vazias, parecia que estavamos a chegar à civilização! Com 4º a marcar nos termómetros, estacionamos a mota e fomos para a confusão! E sentiamo-nos vivos e alegres!

 

 

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Podem chamar-nos malucos mas acabámos mesmo por jantar ali, num pequeno bar que por acaso, era de um português! Comidinha quente e um bom ambiente antes de arrancarmos de volta a Portugal. Ainda íamos à procura do hotel, situado na pequena aldeia de Flor da Rosa, e já estava noite serrada. Saímos de Badajoz eram 20h00 em direção a Elvas, seguindo depois para Arronches e Portalegre. Em Portalegre paramos num posto de abastecimento.

 

 

 

A temperatura rondava os 0 graus e a noite estava limpa. Mas o frio era de rachar, por isso parámos ali para beber um chá bem quentinho e retemperar as forças. Daqui seguimos para o Crato, e eram já 22h00 quando chegámos finalmente ao Solar Flor da Rosa.

Fomos muito bem recebidos pela dona da casa e pelos dois casais que ali estavam a passar o fim-de-semana. Num ambiente familiar, ali estivemos a passar o serão numa magnifica sala com uma grande lareira e com a conversa bem animada entre aquele grupo de pessoas. Para voltar, certamente nos meses mais quentes para desfrutarmos da piscina!

 

Domingo, neve e chuva! Vamos para casa.

No dia seguinte acordámos com a neve a caír. Foi bonito abrir a janela e ver a nevar. Mas durou pouco. Aos poucos a neve deu lugar à chuva, e a temperatura oscilava entre os 2 e 4 graus. Após um belo pequeno almoço, lá nos preparámos para abandonar o quentinho da lareira e fazer-nos à estrada. Com aquele tempo não havia muito a fazer.

 

Optamos por seguir directos a casa, fazendo a estrada para Alter do Chão e Ponte de Sôr passando pela Barragem de Montargil, e seguindo depois até Coruche e Alcochete. Entre Flor da Rosa e a Barragem a estrada é muito bonita. Piso razoável e umas curvinhas engraçadas. Inseridas naquele ambiente rural, com gado a pastar mesmo à beira da estrada, e a chuva a despertar o cheiro da terra, valeu bem este pedaço da viagem.

 

De Alcochete a casa foi já por Auto-estrada, e ainda não eram 15h quando chegamos a casa. Gelados mas contentes! Foi um fim-de-semana com 750km aproximadamente feitos de mota, onde apanhamos sol, chuva e neve, e passamos em locais sem vida mas muito bonitos, com o contraste de Badajoz a dar um ar de civilização à viagem!

 

A volta:

Neste dia, depois do jantar, já a minha pendura fazia planos para uma viagem ao Norte, à zona do Douro. E a chuva lá fora continua a cair...

 

Que belo fim-de-semana este.

Boas curvas!

 


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