Pela Barragem de Castelo de Bode

420km num dia muito bem passado

Este Sábado programei uma rota para ir conhecer a região da Barragem de Castelo de Bode, entre Tomar e Vila de Rei com visita obrigatória ao Centro Geodésico de Portugal na serra da Melriça.

 

Lapa, em Penedo Furado - Abrantes

Como sempre são vários os pontos de passagem que vou incluíndo tentando fugir às vias rápidas e rotas pré-definidas. Às vezes são pontos de descoberta, locais belos e escondidos fora dos guias turísticos, outras vezes locais para esquecer, votados ao abandono mas onde existe população a viver. Mas isto fica mais para a frente.

 

O programa previa 350km, entre as 10h e 18h, sem hora ou local previsto para almoço. Como de costume nestes meus passeios de 1 dia, o almoço é onde calha e geralmente consiste numa sandes...

 

Arranquei já com meia-hora de atraso, na direção a Torres Novas pela A1. O objectivo é ir o mais directo possivel até a zona que quero conhecer, e por isso a auto-estrada serviu perfeitamente para "comer" quilometros. E foi em Torres Novas que apanhei a A23 até à ligação da IC3, na direção a Ferreira do Zêzere.

 

Barragem de Castelo de Bode

 

Barragem de Castelo de Bode

Foi aqui que finalmente entrei nas nacionais perdidas, estradas com 2 metros de largura e sem qualquer sinalização. Queria descobrir aldeias como Serra, Castelo Novo ou Amoreira, e talvez quem sabe, chegar às margens do lago da Barragem do Castelo do Bode. Mas não foi bem como esperava, e lá percebi porque é que estas aldeias estão fora de qualquer rota minimamente interessante.

 

Barragem de Castelo de Bode

 

Barragem de Castelo de Bode

 

Barragem de Castelo de Bode

 

Barragem de Castelo de Bode

 

Barragem de Castelo de Bode

 

São zonas muito degradas, com pequenas zonas rurais (domésticas), as estradas são péssimas, e em certas alturas não existe mesmo alcatrão. Não que me assuste fazer um pouco de off-road na minha PAN, mas estes caminhos metem respeito pois são ingrimes, cheios de grandes buracos e piso de pedra solta. Além do mais, é impressionante como em tempo nenhum conseguimos vislumbrar sequer um pouco da lagoa da barragem. Em todo o percurso estamos rodeados de vegetação densa ou muros altos, e em certas alturas vi-me obrigado a fazer inversão de marcha à procura da saída daquele labirínto.

 

Barragem de Castelo de Bode

 

Barragem de Castelo de Bode

 

Barragem de Castelo de Bode

Finalmente na aldeia chamada Serra, dei com o fim da estrada que terminava na água, podendo finalmente vislumbrar um pouco da lagoa da Barragem. Por incrível que pareça, este pequeno troço de estrada entre a aldeia e o lago podemos ver grandes vivendas de gente bem abastada que têm ali o seu pequeno paraíso escondido fora da civilização.

 

 

 

Perdi algum tempo nestes caminhos, e como tinha combinado com um amigo encontrar-me com ele no Centro Geodésico logo depois do almoço, achei por bem deixar-me de aventuras ou arriscava-me a deixá-lo pendurado horas a fio à minha espera. Voltei então à Nacional 238 em direção a Ferreira do Zêzere para finalmente comer alguma coisa. Entre Serra e Ferreira do Zêzere existem várias placas a identificar alguns locais de pesca, mas infelizmente com atraso, tive que suster a minha vontade e continuar caminho sem mais desvios.

 

Barragem de Castelo de Bode

 

Barragem de Castelo de Bode

 

Gostei de Ferreira do Zêzere. Calma e pacífica, com o centro bem arranjado e uma fonte a jorrar água que dava um ar de frescura ao calor do meio-dia. Esta vila data do início do século XIII chamando-se então Vila Ferreiro. Dada a proximidade do rio Zêzere, já em tempo da monarquia liberal a vila passa a ser conhecida por Ferreira do Zêzere.

 

Barragem de Castelo de Bode

 

Barragem de Castelo de Bode

 

 

Barragem de Castelo de Bode

 

Ali almocei e ainda deu para uma voltinha a pé pelas imediações para umas fotos. Mais uma vez reparo, sem grande estranhesa, que todos os pontos turísticos se encontram encerrados, desde o posto de turísmo ao pequeno museu a cidade, nos paços do concelho. Portanto, sem história ponho-me a caminho pela N348, com a finalidade de passar o grande e bonito rio Zêzere na direcção de Vila de Rei.

Escolhi passar por aqui porque existe uma ponte que tive oportunidade de ver a ser construída. Tudo porque passava ali várias vezes de carro ainda as montanhas estavam "carecas" pelos incêndios de 2002. Agora, 8 anos volvidos já a paisagem é diferente, com muito verde e pequenas árvores a dar côr ao local. Esta é a Ponte da Pombeira, situada na N348 Troço Ferreira do Zêzere:

 

Barragem de Castelo de Bode

 

Barragem de Castelo de Bode

 

Adorei fazer as curvas desta nacional, são espetaculares embora haja pequenos troços em que o alcatrão precisa de ser mudado. Troços em obras, mas que aparentam estar ao abandono, e verdade seja dita, o trânsito ali quase não existe, portanto não me admira que se venha a notar o abandono de algumas partes da estrada. Mas lá segui, gozando bem aquelas curvas no meio da serra. E cheguei à ponte onde parei.

 

Barragem de Castelo de Bode

 

Barragem de Castelo de Bode

 

Parei cerca de 20 minutos e não passou um único carro na estrada. Ali estive a contemplar a paisagem, e não havia para além de mim nenhum elemento humano na zona. Apenas a estrada, a ponte, e lá em baixo uma pequena enseada. Segui então caminho, estava já perto do Centro Geodésico de Portugal onde o Fred e a Susana me aguardavam.

 

O Centro Geodésico de Portugal

Saindo de Vila de Rei em direcção à Sertã são exactamente 1,8 quilómetros até o desvio para o Picoto da Melriça – Centro Geodésico de Portugal, o que significa estar no centro do país. Situado a uma altitude de 600 m, este local permite-nos uma visão de 360º sobre um horizonte vastíssimo, em que se destaca a Serra da Lousã e, com tempo limpo, a Serra da Estrela quase 100 km de distância.

 

O Centro Geodésico de Portugal

 

O Centro Geodésico de Portugal

 

O Centro Geodésico de Portugal

 

O Centro Geodésico de Portugal

 

O Centro Geodésico de Portugal

 

O Centro Geodésico de Portugal

Neste local existe o Museu da Geodesia, que mais uma vez encontrei fechado. Servido de uma sala de exposição temática com um pequeno auditório, uma loja de recordações e bar, este que é uma das referências do concelho está fechado ao Sábado. Aliás, mais uma vez reparo tristemente que grande parte destes pontos turísticos estão de costas voltadas ao público, porque devia ser ao fim-de-semana que mais visitas devia haver ao local.

 

O Centro Geodésico de Portugal

 

O Centro Geodésico de Portugal

 

Portanto, nada mais havia para ali fazer a não ser admirar a paisagem ao redor.

 

Miradouro Fragas do Rabadão

Agora já acompanhado por alguém da zona e que me iría servir de guia seguimos viagem para sul, e a primeira paragem foi no Miradouro Fragas do Rabadão, local escondido a caminho do Penedo Furado. Tão escondido que é quase invísivel para quem passa na estrada.

 

Miradouro Fragas do Rabadão

 

Miradouro Fragas do Rabadão

 

Miradouro Fragas do Rabadão

 

Miradouro Fragas do Rabadão

 

Miradouro Fragas do Rabadão

A placa está entre o arvoredo escondida pela sombra das árvores. Ali parámos para mais uma vez admirarmos a paissagem, num local onde vemos nas encostas escarpadas estreitos caminhos abertos pelo homem, num percurso que passa por várias estátuas de santos espalhados por locais de difícil acesso nas margens de um dos afluentes do rio Zêzere. Procurei mais informação deste local mas simplesmente não encontrei nada, e na pequena placa que encontramos no local apenas mostra isto:

 

Miradouro Fragas do Rabadão

 

Mas é sempre agradável encontrar estes recantos. De volta às nossas motas continuámos por aquela estrada de curvas maravilhosas sempre pelas margens do Zêzere até chegarmos ao miradouro do Penedo Furado.

 

Penedo Furado

 

Este local à primeira vista sombrio é nada mais que uma gruta com uma vista espetacuar. Lá em baixo podemos ver a praia fluvial do Penedo e deliciarmo-nos com alguns recantos deste espaço.

 

Penedo Furado

Penedo Furado

 

Penedo Furado

 

Penedo Furado

 

Penedo Furado

 

Penedo Furado

 

Penedo Furado

 

Penedo Furado

 

Penedo Furado

 

Após uns minutos de fotos, voltamos às motas e dirigimo-nos lá para baixo, para a Praia Fluvial do Penedo Furado. Aqui sim, a infra-estrutura que rodeia esta praia funciona e o pequeno café com esplana encontrava-se aberto. Podíamos ver algumas pessoas a desfrutar do local, assim como algumas crianças a tomar banho nas águas cristalinas do rio. Ali ficámos a refrescar-nos e a saborear o local. Muito bonito e merecedor de mais visitas.

Penedo Furado

 

Penedo Furado

 

Mas o meu amigo ainda tinha um local "mistério" para me mostrar. Dá pelo nome de Lapa e eu nunca tinha ouvido falar nele, assim como não encontro informação na net. Talvez tenha outro nome, ou seja apenas mais um local à beira rio sem grande história. Mas gostei bastante, e pelo que sei, é espaço de encontros de grandes grupos, pois tem casas de banho (com bom aspecto), espaço para merendas e uma grande eira onde, inclusivé, há espetáculos, como um festival de tunas que decorreu à cerca de 4 anos.

 

Penedo Furado

 

Penedo Furado

 

Penedo Furado

 

Penedo Furado

 

Penedo Furado

 

Penedo Furado

 

Penedo Furado

 

Pouco depois despedimo-nos e era altura de eu voltar para casa. Olhando para o relógio percebi que o melhor era seguir directo, apanhando a A23 e a A1 para Lisboa. O meu amigo acompanhou quase até Abrantes, onde depois de um último café despedimo-nos e eu fiz-me à estrada. Cheguei a casa às 18h30, com muitas fotos e barriga cheia de quilometros. A contagem final ficou em 430km, mais 100 do que o previsto, em que cada metro valeu bem a pena.

 

Mesmo quando alguns locais visitados são uma desilusão, como aconteceu no início do passeio, estas voltas são sempre um momento de lazer que me fazem recuperar forças para o resto da semana!

 

Quando será o próximo?

Boas curvas!

 


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