A Senhora da Lapa e Sernancelhe

Parte 5 da Viagem ao interior Norte de Portugal

Obs: Esta é a continuação da crónica do passeio ao interior norte de Portugal.

Podem ler o início a partir daqui.

 

Domingo de Castanhas

No domingo acordámos com a chuva novamente a cair. Depois de durante a noite ter-se dado um verdadeiro temporal e a temperatura ter descido acentuadamente, estavamos todos um pouco apreensivos que o dia que começava. A chuva caía e nós já estavamos a prever deixar alguns pontos de passagem de lado.

 

O programa para este dia era este, mas dependente da meteorologia:

 

Lamego => Moimenta da Beira => Sernancelhe (Visita à Senhora da Lapa) Almoço Penedono => S. João da Pesqueira => Pinhão => Lamego 150km aprox.

 

Fatos de chuva vestidos e preparados para mais um dia, lá arrancámos bem-dispostos. Mais um dia de chuva mas que toda a gente enfrentava da melhor forma.

 

 

 

Seguimos directos à Senhora da Lapa, pela bonita e verdejante zona de Moimenta da Beira. Mais uma vez, a chuva parava por momentos, e sempre que isso acontecia, o sol dava o ar de sua graça. Afinal, o alerta amarelo era falso alarme!

 

A Senhora da Lapa, Nascente do Vouga

Ao subir a serra da Lapa encontramos um dos mais antigos e famosos santuários portugueses, que atrai peregrinos de todo o país.
 

 

 

A capela de Nossa Senhora da Lapa foi construída já no século XVII pelos jesuítas, mas o culto é muito anterior, havendo quem o remeta para o século X, quando as investidas dos mouros fizeram com que a população cristã tenha escondido uma imagem da Virgem numa gruta ou "lapa".

 

Mas histórias, lendas e milagres são o que não falta neste santuário com muitos ex-votos e com uma curiosa passagem entre rochas por onde só se consegue esgueirar quem não cometeu pecados graves.

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A lenda diz que uma menina pastora, muda, encontrou uma imagem da Virgem nos montes e levou-a para casa. A mãe não ligou à estátua e lançou-a para a lareira. A menina, falando pela primeira vez na vida, pediu à mãe que não queimasse a imagem. Talvez por isso a estátua da Virgem que está no santuário apresente marcas de queimaduras.

 

 

 

 

 

 

 

 

É claro que não podiamos deixar passar a oportunidade de experimentar a famosa Ginginha artesanal da Serra da Lapa, bem saborosa.

 

 

Entretanto foi aqui que se nos juntou um pequeno e simpático grupo motard da zona, cujos alguns membros são amigos do GAPE. Dão pelo nome Binantes, e a partir daqui seriam eles a guiar-nos pela "sua" zona, dando-nos a conhecer este local cheio de atractivos.

 

 

 

 

   

 

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Sernancelhe - A Festa da Castanha e o Bailarico...

Depois de um belo repasto que se demorou mais que o previsto, lá arrancamos até Sernancelhe onde fomos visitar a feira da "Festa da Castanha e da maçã", uma festa típica que decorre neste vila todos os anos. Aqui além do rancho falclorico, podemos comer à borla as deliciosas castanhas assadas e provar - à descrição - o bom vinho tinto destas terras do norte!

 

 

 

 

 

De barriga bem cheia, já a arrebentar pelas costuras, estava na altura de deixar o espaço da feira e rumar ao Hotel. Mas os binantes ainda tinham uma última supresa para os GAPEístas.

 

Levaram-nos a um bar onde se festejava o "Halloween", uma festa tão pouco portuguesa , mas que pelos vistos se importou para cá. Claro que adaptada à nossa realidade, pois o "Halloween" em Sernancelhe festeja-se com o "Apita o comboio" e castanhas assadas na mesa.

 

Foi festa até às 19h, hora em que forçosamente tivemos que arrancar para o hotel. Afinal ainda eram cerca de 50 quilometros até Lamego e a noite já estava a chegar.

 

 

E o passeio de domingo chegou ao fim. Aqui estamos nós a chegar ao Hotel...

 

 

Em forma de agradecimento aos Binantes, o GAPE convidou os seus membros a jantarem connosco no hotel, convite aceite prontamente pelos nossos amigos. E assim foi, o nosso último jantar no norte, em muito boa companhia!

 

Fim da 5ª parte desta crónica.

A seguir (a última parte deste passeio):

De Lamego a Lisboa por caminhos perdidos

 


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