A bela cidade de Florença

Florença é hoje em dia considerada uma das cidades mais belas do mundo...

Florença, Itália

Obs: Esta é a Parte 5 da crónica Viagem a Itália 2011. Podem ler o início a partir daqui.

Chegamos a Florença já de noite, por volta das 22h. O Hotel, o pior de toda a viagem, ficava numa rua estreita mas movimenta da cidade, a cerca de 10 minutos a pé do centro. Tivemos que deixar as motas a dormir na rua, num dos muitos parques para o efeito, ali existentes. No meio de aceleras, vespas e lambretas, lá conseguimos "encaixar" a nossa mota. No hotel o quarto era tão mau que nem pareciamos estar num hotel de 3 estrelas. Se estivessemos em Portugal, uma pensão em Santa Apolónia saíria mais barata e teria mais qualidade. Mais tarde viemos a perceber que em Itália é assim. Hoteis só de 5 estrelas. Tudo o resto não presta.

Mas o dia tinha sido cumprido e nós precisavamos de uma boa noite de sono. Assim foi. Às 8h já estavamos a tomar o pequeno almoço e prontos para sair dali. As motas estavam no sitío onde as deixamos, mas as aceleras tinham-se reproduzido e eram agora muitas mais, encavalitadas em cima das PANs. A minha trouxe, na mala do lado direito, uma pequena recordação de Florença. Mas nada nos demoveu. Felizmente dormimos bem e de pequeno almoço tomado arrancámos para a famosa Ponte Vecchio (Ponte Velha), o ponto de partida para a nossa visita a pé pela cidade.

 

O percurso entre o Hotel e a Ponte aguçava-nos a curiosidade. Centenas de motas e bicicletas na rua misturam-se entre os carros. Em Florença muita a gente utiliza a bicicleta. Quase arrisco dizer que existem tantas ou mais que motas, o que dá uma ar descontraído à cidade...

Chegamos à zona da Ponte Vecchio e estacionamos num pequeno largo, onde havia uma esplanada simpática e bastante florida. Ali nos sentámos para tomar, rapidamente, um café matinal antes de dar ínico à caminhada. O dia estava solarengo, havia muita gente na rua, e a temperatura estava a subir. Estava perfeito para o nosso passeio.

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A Ponte Vecchio

Florença representa hoje em dia o berço do Renascimento italiano, e é considerada uma das cidades mais belas do mundo. Entre muitos monumentos importantes, destaca-se, sobre as águas calmas do Rio Arno, a Ponte Vecchio, uma ponte em arco medieval, e famosa por ter uma quantidade de ourivesarias e joalharias ao longo de todo o seu tabuleiro.

 

 

 

 

Sempre albergou mercadores, que mostravam as mercadorias sobre bancas. Diz-se que a palavra bancarrota teve origem aqui mesmo. Quando um mercador não conseguia pagar as dívidas, a mesa (banco) era quebrada (rotto) pelos soldados. Chamavam a esta prática bancorotto. Na parte interior parece que estamos numa rua normal, se não fosse vermos um lençol de água espelhada a passar por baixo, nem diríamos que estavamos numa ponte.

 

 

 

 

 

 

 

 

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O primeiro impacto que temos é de maravilhados. Como algo tão simples como o que estamos a ver é capaz de nos despertar tanto os sentidos? De facto vemos que estamos num local de muita história, e apercebemo-nos que naquela rua já muitas estórias aconteceram. Seguindo lentamente para a outra margem, embrenhando-nos na cidade de máquina apontada a todos os pormenores... O movimento de peões e bicicletas na rua é intenso. Diria mesmo que é hora de ponta, embora não veja ninguém apressado ou aborrecido. Todos se cruzam sem se ouvir uma bozina ou motor...

Na nossa caminhada pela zona, sabíamos que ainda havia muito para ver. Seguindo à deriva pelas ruas pitorescas, fomos chegando à parte mais histórica de cidade quase sem nos aperceber-nos. Foi assim que desembocamos na Piazza Della Repubblica, uma das mais animadas Praças de Florença. Aqui abundam os cafés e pastelarias mais requintados da capital toscana, há movimento por todo o lado e uma tranquilidade contagiante...

 

 

 

 

 

 

 

 

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À medida que vamos avançando reparamos em cada vez mais turistas de máquina em punho. Mas para onde se dirige toda esta gente? Seguindo pelas ruas estreitas damos por nós noutra piazza, esta muito mais requintada! É a Piazza di San Giovanni, onde podemos ver a notável Basílica di Santa Maria del Fiore, ornamentada pela sua monumental cúpula. Esta é a catedral da Arquidiocese da Igreja Católica Romana de Florença.

 

 

 

 

 

Mais uma rua estreita, e desta vez encontramo-nos na Piazza della Signoria, que tem como sua maior atracção o Palazzo Vecchio. Na praça podemos encontrar cópias de algumas das mais famosas estátuas do mundo, como é o caso do David, de Miguel Ângelo (original na Galleria dell´Accademia situada nas redondezas de San Marco). Nota ainda para a bela Fontana di Nettuno, em que o deus do mar, rodeado por ninfas, comemora as vitorias navais toscanas. Toda esta praça é um hino à arte renascentista...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Os turistas sentam-se junto às estátuas, as escadarias são bancos frescos de pedra, sitío de descanso e de admiração pelo ambiente que ali se vive. A arte está embebida em cada canto daquela praça, cada arcada, corrimão, pedaço de chão e de tecto está ornamentado. Por todo o lado há gente de máquina fotográfica, mapa e guias na mão. Todos abrem alas para a fotografia, ninguém se atropela ou se desencontra. Mais uma vez é a tranquilidade, respeito e admiração que sentimos ali.

 

 

 

 

Cirandamos pela zona um bom bocado pois havia muito que ver. Depois continuamos já de regresso ao local onde deixámos as motas, e entramos numas arcadas ponto de encontro de vários artistas de rua, desde pintores, caricaturistas ou homens estátua. Atravessando aquele pátio por entre arcadas e estátuas atentas aos nossos passos, encontramos de novo o rio, em todo o seu esplandor.

 

 

 

 

E é ali mesmo, no café daquela pequena praça que decidimos almoçar antes de partimos em viagem.

 

Pela frente temos 148km até Ravenna onde vamos visitar as praias, percurso este feito em estradas nacionais e passando pelo "Parco Nazionale delle Foreste Casentinesi Monte Falterona Campigna". E de seguida mais 150km até Veneza onde íamos dormir! Arrancámos perto das 16 horas de Florença, depois de horas a caminhar pela cidade! E que belo dia que estava para viajar!

A seguir, Ravenna e a viagem até Veneza Cliquem aqui para a Parte 6 desta crónica!

 


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